quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Melancolias




Escapando um soluço
Em meio a noite me engasgo
Grunhido o fuço
Em seu nojo me rasgo

Cortao minha pele
As correntes do meu pesadelo
A lamina do inimigo me fere
As mãos odiosas arrancao o meu cabelo

Sinto os dentes de cada condenado
Crava-me a carne é espalha-me o sangue
Oro enquanto vejo meu corpo retalhado
Resto da alma maldita, o inferno cambe

Goza cada amaldiçoado
O gosto de ter de estrela por companheira
Goza meu corpo, meus ossos, separado
Goza a luxuria, a penúria da vida inteira

Gozem nas jaulas dos animais
Nas celas, criminosos e psicopatas
E na inosencia, os palatos de débil- mentais
E na inocência é seu sociopata

Bem vindas e benditas, minhas crianças!
Explodao esse mundo, destruam o que quiser
Pois o ser humano não estranha matanças
Nesse mundo que deus deixou e nem o diabo quer

O paraiso dos hereges dos insanos, o trono
Não foi assim que  planejou o criador
Mas o homem escolheu libertassem de seu dono
Para seguir os passos da liberdade , dada a dor

Desde o purgatório menos dos males e a morte
Alivio quando chega o corpo ao crematório
Livre da cama, do bisturi e de seu corte

Não sei se é feliz ou infeliz
Estrela na sua falta ignorância
Sua piedade ao homem revela diz
E a criação humana, de total insignificância

No mundo dos homens, amor e  utopia
Sonhos armazenados a um outro plano
A paz, por aqui é uma bela fantasia
Nada mais que desordem no solo profano....

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