domingo, 29 de novembro de 2009

Anjo

Anjo
Que tu sentes?
Porque me rodeias?
Que tu viste nesse corpo?
De alma vazia
De coração frio
O que viste neste monstro?
Que não sabe o que é amar
Ou sentir
O que viste neste leproso?
De coração fraco
Que andas de mãos dadas com a morte
Ó anjo como tu podes
Sentir algum sentimento
Por um ser tão desprezível
Só tu anjo
Podes achar algo de bom
No meio das trevas
Só tu anjo
Pode me dar
O sopro da vida
Mais uma vez.

sábado, 28 de novembro de 2009

Inicio do Dia


Noite sombria





Noite sombria
Chuva gélida
Cheiro de morte
No ar

Minha mente adoece
A lamina corta meus pulsos
Deixando esvair
O liquido vermelho da vida

Com ele vai
Minhas esperanças
Minhas alegrias
Meus sonhos

Somente sobra a tristeza
Fiel companheira
De noites de solidão

É ela que esta comigo
Quando um afago me é negado
É ela que esta comigo
Quando eu choro

Fiel companheira
Que ainda reside
Em meu corpo

Em meu toque
Ela esta presente
Pois a rosa que
Dou-lhe e seca

Ó tristeza
Você e ligada a mim
Como o baralho ao jogador

Ó tristeza
Leve-me deste lugar
Mata meu corpo

Imploro a lamina
De modo desesperado
Que mata-me

Tira esse sentimento
Que me tortura
Pois hoje sofro de amor.

A dor do soldado


Estou desanimado
A espada começa a pesar
O meu escudo esta trincado
Minha armadura esta repleta de furos
Pelos quais o meu sangue jorra
Se misturando a armadura
De cor negra
O exercito branco se aproxima
As pernas padecem
A derrota parece inevitável
Mas o soldado não tem escolha
Mesmo derrotado o fogo da batalha o chama
Lutando sem esperança sem razão
Esperando o golpe final para
O descanso eterno.