
A morte é anjo que acorda do
pesadelo da vida
Aqui se encontra mais um vez
Os inseparáveis amantes
O poeta se seu papel
Ou a caneta e o papel
Ou seja
Aqui esta mais uma vez
O nebulo cidade da existência
O esmorecer da luminosidade
O contraste do recipiente
O esvai-se outrora cheio
E o vazio!
Aqui dentro esta há dor
O resultado da perda
O vazio ficou
Paradoxo de dor e alegria
Vazio o que me sobra
Não posso perder
Aqui nessa gélida noite em meu ser
Fico escuro
Tenebroso e mórbido
Reconheço somente o meu vazio
Aqui nesta conjuquitura plácida
Sonsinho e cansado diante da minha realidade
Considero meu vazio minha única integridade
Minha única existência
Desfiguradamente existindo e sendo somente...
Recipiente das ilusões acredito tenasmente.



