terça-feira, 23 de março de 2010


Lágrimas depressivas 


É assim todo o dia 
O sol clareia brando 
A lua suaviza meu pranto 
Medito sobre minha vida vazia 


Lágrimas de suplício 
Lágrimas geladas... 
Lágrimas desperdiçadas... 
Tentando aliviar meu martírio 


E eu odeio tudo isso 
Odeio sentir essa tortura 
Ser seguida por essa amargura 
Até já tentei suicídio 


Minha lamúria 
Meu terror que queima minha alma 
Minha mortificação que não me deixa ter calma 
Minha eterna fúria 


Lágrimas... 
Lágrimas de dor 
Lágrimas sem amor 
Mágoas... 


Tentei me afogar 
Nessa lamentação inútil 
Nesse lamento fútil 
Na bruma que disfarça o mar 


Mas isso não me protegeu 
Só me trouxe mais aflição 
Só trouxe minha crucificação 
Mas isso não me abateu 


Pois, assim como eu 
Nesse mundo profano 
Sufocado nesse desejo insano 
Muita gente morreu... 


Nessa imortal depressão

domingo, 7 de março de 2010


Ando na rua
Observo as pessoas
Todas fúteis iguais

Prefiro morrer
A ficar do lado dessa gente
De alma vazia

Sufocam-me com sua
A sua ignorância

Tratam-me como louco
Pois n ao sigo o padrão deles
Isolo-me como se fosse um leproso
Porque não sigo o padrão deles

 Fico num canto escuro
Sendo apedrejado
Pela sociedade
Pagando o preço
De ser normal

VIDA ILUSORIA


Estou sem rumo, minha vida não tem mais sentido... 
Não tenho mais nada a fazer nesse mundo, 
Por favor, me leve... 
Leve-me para onde nenhum ser hipócrita possa ir... 
Ando pelas ruas da vida sem destino... 
Meu caminho esta cheio de armadilhas. 
Nunca consigo escapar, todos parecem conspirar contra mim... 
O destino me reserva mais perigos, 
Preciso me preparar para enfrentar eles com muita garra... 
Mas a coragem e pouca, me faltam muito... 
Prefiro não enfrentar nada... 
Sou covarde mesmo, mas prefiro morrer consciente... 
Que viver me enganando com ilusões idiotas... 
Minha vida e uma ilusão... 
Acordei para a realidade... 
Minha vida e deprimente... 
Essa e a única certeza que eu tenho... 
Deprimente, mas essa e a minha vida, 
Minha salvação e me afogar no mesmo mar de lagrimas 
No qual afoguei meu amado... 
Escrevo essa poesia molhando o papel... 
Com as lagrimas do meu sofrimento... 
E depois a coloco para secar... 
E vejo que a tristeza que sai do papel... 
Entra na minha alma que agora chora... 
Petrificada pelo sofrimento que me persegue... 
Estou morrendo... 

Amor impossível


Amores impossíveis, 
parece que é o que quisermos ter, 
sempre agrada um sorriso, 
que é impossível ter. 
Minha cabeça pede palavras, 
para o que eu quero ser, 
magoei minha amiga, 
não sei mais o que fazer. 
Desculpa minha amiga, 
sei que não mereço perdão, 
criei uma lágrima no seu coração 
sem ter chance de outra opção. 
Te amei sem perceber, 
que era uma admiração forte por você, 
a amizade se fundiu com o amor, 
e o arrependimento se tornou uma dor. 
Fui sincero como eu pude, 
a sinceridade enfim matou, 
o que nós tinhamos juntos, 
e assim o amor se foi 
Desculpa por transformá-la 
em uma escrava do amor, 
antes você era apenas uma menina 
sem saber a dor do amor. 
Fui sincero nas palavras 
e a palavra foi acabou, 
espero que sejamos amigos, 
para aproveitar o que restou.